Anyways, isto já se passou há mais de 1 semana. Fomos nós todos contentes para outreef (zona fora do recife), que é uma zona mais funda, tem corais mais bonitos e tem mais peixes (e maiores também). Eis senão quando:
Pois é, este menino de TRÊS METROS (ou mais) andou a rondar-nos durante 15 min, até decidirmos que se calhar era melhor arranjarmos outro sítio para termos peixes presos em redes totalmente à mercê de qualquer predador. E também porque não era muito seguro para nós, mas em primeiro lugar vem a segurança dos peixinhos aos quais tiramos cabeças.
Para quem tiver curiosidade, o tubarão é um Lemon Shark (Negaprion brevirostris). Já vimos 2 quando fomos para outreef, são bichinhos engraçados e imponentes, mas têm mais graça quando passam por nós e vão à vida deles, em vez de passarem 15 min a rondar-nos e a não nos deixarem trabalhar. Enfim.
Para já é só! Irei no entanto pôr algumas fotos que fui tirando no meu facebook, eventualmente também as colocarei aqui.
Ia ora na pessoal! Entre a falta de tempo por causa do trabalho e o tempo enorme que os vídeos demoram a fazer upload para o Youtube, já lá vai um tempo desde o último post.Para compensar, aqui têm um carregado de cenas e coisas =D (daí a demora)
Na semana passada fomos convidados (eu, a Tété, Méli e Victor) para um jantar social (ou assim o apelidámos) no mesmo sítio onde foi a festa de Halloween. Essencialmente a estação de investigação recebeu antigos alunos (alumni) da Universidade de Berkeley, Califórnia, alguns dos quais fizeram alguns trabalhos nesta mesma estação de investigação. Andaram então em visitas guiadas pela ilha de Mo'orea e pela estação, que entretanto foi renovada. Avisaram-nos ainda que haveria uma visita de investidores à estação, mas aparentemente os "investidores" eram os próprios alumni.
Esta visita teve a duração de 2-3 dias, a qual culminou no jantar social, onde se juntaram antigos alunos, novos alunos (a turma americana que cá está) e os investigadores presentes na estação (nós, wohoo!). Fomos convidados pelo ex-director da estação, Vince, para nos juntarmos ao jantar com a condição de falarmos um pouco do nosso trabalho aos antigos alunos.
Como forma de terminar a visita dos antigos alunos em grande, este foi um jantar tradicional taitiano. Desde a preparação da comida ás danças tradicionais, tivemos uma demonstração dos costumes taitianos tanto em festas como na recepção a pessoas estrangeiras á sua adorada ilha de Mo'orea.
Antes do jantar foi o tempo de convívio, no qual fomos apresentados a diversos alumni e falámos um pouco do nosso trabalho. A maior parte do tempo no entanto foi passado a falarmos de como estava a começar a chover e de como as nossas pulseiras anti-melgas são óptimos atraentes de melgas. Enfim. Passemos à comida:
A trupe que preparou a comida. Infelizmente não sei os nomes das pessoas, excepto da senhora de azul, que é a Hinano. A comida está escondida dentro do monte no centro.
A foto acima foi pré-dança de boa sorte. Neste tipo de banquetes, um dos costumes é cantarem e dançarem para que tenham boa sorte na preparação da comida (e para espantar os males que assombram os maus cozinheiros). Em baixo fica o vídeo da cantoria (podem passar para mais ou menos o min 3):
Para quem conhece o cozido das Furnas (Açores), isto é parecido: A comida é preparada e colocada crua em cima folhas sobre brasas, numa fogueira cavada num fosso (em cima). Depois são colocadas várias camadas de mantas, folhas de palmeira e bananeira, e deixa-se repousar durante 12h aproximadamente. É uma trabalheira enorme, mas vale a pena.
Lá vai 1 camada fora
Lá vão 2
3
Ainda na 3a, mas há mais umas 2 camadas, apesar de já haver comida à superfície!
Entre muitas coisas, tivemos as guarnições, que foram compostas de diversas frutas e tubérculos (tipo batata). Das frutas só sei mesmo a banana (3 ou 4 tipos diferentes mesmo assim). Muito bom!
Isto sabe meio a batata, meio a fruta. É um vegetal indeciso.
Depois da cozedura, vem a cortadura. Toda a trupe de cozinheiros se juntou pouco depois da comida sair do "forno", e cortaram tudo aos pedaços. Fizeram comida para um batalhão (quase literalmente, eramos perto de 40 ou 50). E aquelas tatuagens... Caramba *.*
Era tanta comida, e tão boa!
Da comida feita no "forno", temos essencialmente a fruta e vegetais, que estão junto ás garrafas com líquido branco. Esse líquido branco, já agora, é leite de côco fermentado, que se usa como molho para mergulhar as várias coisas que se comem, incluindo o famoso poisson crû (peixe cru, sim. Como um certo alguém diria, é SÚSSI)
Do lado de cá temos dentro dos dois tachos de metal ensopado de porco e uma espécie de ensopado com galinha e legumes. Entre os tachos e a travessa de madeira temos peixe (pescado no dia) cozido/grelhado. Na travessa de madeira temos algo que não faço a mínima ideia do que seja, mas é uma fruta ensopada em água e leite de côco. Sabe mal e tem uma textura péssima. Na 2a travessa de madeira que não se vê aqui, temos algo parecido, mas a fruta é abóbora. É melhorzinho.
Voilá, o meu prato. Tentei tirar um pouco de tudo, mas não deu. O prato era pequeno e a comida era muita.
Depois do jantar, foi o tempo do entretenimento! Claro está, como na festa de Halloween, houve dança e música tradicional, de recepção e não só! Como na festa de Halloween, a Hinano (senhora de azul na primeira foto) dançou uma dança interpretativa sobre o espírito do vento que sopra sobre Mo'orea. Explicou mais uma vez (para os alumni foi a primeira vez) o que significava cada movimento que ela faz durante a dança, e depois dançou. Não vou colocar o vídeo agora porque 1- já viram e 2- demora imenso a fazer upload. No entanto se quiserem vê-lo, digam-me nos comentários em baixo ou no post do facebook =)
Fica então uma dança tradicional taitiana, dançada pelas cozinheiras da festa!
Claro está, depois foi a vez dos homens e rapazes, incitados pelo Chef(e), a dançarem um Haka. Foi uma balbúrdia claro, mas o que interessa é que toda a gente se divirta!
As senhoras e meninas não se ficaram e mostraram também os seus dotes dançarescos!
Tivemos depois duas danças a solo. A primeira moça dançou ao som de uma música, Ma'eva, escrita por uma senhora de idade aqui da festa, que está a cantar.
A segunda moça dançou ao som de uma música que não sei o nome, mas a dança chama-se "A dança das Aves". Check it.
No fim das animações preparadas pelo staff, tivemos o prazer de ouvir duas músicas tocadas pela campeã nacional de Ukelele, que faz parte da banda da festa. Foi esta primeira música, tocada em Ukele, que concedeu o titulo de campeã à moça. Não sei o nome da música, mas apelidei-a de "Tatuagens taitianas". Durante a época das colonizações, os colonos proibiram as danças e tatuagens, que estão fortemente enraizadas na história e cultura do Taiti. A música explica então a importância e significado que as tatuagens taitianas têm para eles, em especial família, união e esperança, e da lenta progressão e posterior abolição da proibição imposta sobre este pedaço de cultura, e da alegria que foi (e é) para os taitianos poderem de novo expressar-se por meio de desenhos na pele. São tatuagens realmente incríveis, complexas e com significado. A Hinano conhece um senhor na ilha que faz tatuagens personalizadas com base numa conversa que tem connosco. Awesome! Ora vejam.
Depois tocou-nos outra música a qual apelidei de Música do Ukelele, porque foi tocada em Ukelele. Sou um génio!
E pronto, por hoje é "só"! Espero que tenham gostado. Não é o mesmo que assistir ao vivo, mas é o mais próximo que temos de vos mostrar o que andamos a fazer. Desculpem a qualidade dos vídeos (e som), mas como é sempre à noite, dificulta a cena. Fiquem atentos pois vamos colocar um novo post em breve com algo muuuuito nice (e assustador). Stay tuned!! Nana, Messi e Tété
Para quem não sabe ontem, 31 de Outubro, foi Hallowwen (para futura referência ao resto deste post, isto demorou a ser postado porque os vídeos tiveram de ser postos no Youtube primeiro, o que demorou consideravelmente o processo, aliado com net lenta e muito trabalho durante o dia). Como na estação de investigação temos como companhia uma turma de americanos da Universidade de Berkeley, obviamente que eles iam fazer uma festa e como são uns fofinhos convidaram-nos. Às 20h30 no espaço cultural cá do sítio (é uma espécie de telheiro). Mas antes disso tudo ainda tínhamos um dia de trabalho pela frente.
De manhã fomos mergulhar com a Méli para apanhar peixes cirurgiões (que são um dos clientes dos peixes limpadores. O mar não estava nas melhores condições mas lá zarpámos e fizémos o que tínhamos de fazer. Seis cirurgiões já estão nos nossos tanques, já só faltam mais dois :)
Depois disso foi tempo de laboratório! Fazer soluções para depois injectar nos limpadores.
Depois de almoço começámos a improvisar os nosso disfarces para a festa. Ainda demorámos um bocadinho a fazer tudo, e ainda tínhamos de fazer o jantar, comer, tomar banho e fazer a caracterização. Isto foi o que saiu para a rua:
Messi de Lab Rambo
Teté de Minion meio zombificado
Méli de Evil Snail (ou Caracol Demoníaco se preferirem)
Victor, Super-Banana!
E lá fomos todos contentes para a festa (atrasados...). A turma de Berkeley tinha organizado um show de talentos que nós não vimos :( Mas ainda fomos a tempo do pessoal de cá que estava a vigiar a festa (e a festejar também) nos ensinar algumas coisas.
Primeiro cantaram para nós:
Depois ensinaram-nos uma música de cá, que normalmente cantam como boas-vindas (lembram-se da foto que pusemos no primeiro post das pessoas a cantarem e dançarem no aeroporto para quem estava a chegar? Era esta a letra)
Depois foi o momento dos meninos mostrarem os seus dotes de ancas de forma tradicional.
Ainda tivémos direito a uma dança típica da Hinano (a senhora que está a dançar) sobre o vento e a ilha (os movimentos representam o que eles estão a cantar).
E a uma demostração deste moço que acho que se chama Prince, o que fechou oficialmente o show (o Messi só apanhou isto a meio).
Claro que a festa não acabou por aí, depois foi por música e dançar até termos de sair dali (por volta da 1 da manhã).
Mas a nossa noite não acabou por aí, continuou mas não da maneira que estão a pensar. Já lá mais para o fim, a Simphony, uma das estudantes americanas, veio ter connosco para nos dizer que a bomba que puxa a água do mar para os aquários e tanques tinha deixado de puxar água. Fomos lá ver o que se passava e as bombas estavam a a trabalhar a seco e a aquecer demasiado, por isso achámos melhor desligar as bombas antes que elas fritassem. Isto só por si já era mau, mas os peixes aguentavam uma noite sem renovação de água. No entanto, um dos nossos tanque que tinha dois cirurgiões que tínhamos apanhado estava a verter água, o que com um fluxo de água constante não tem problema, mas sem esse fluxo o tanque já estava meio vazio. Para não deixar os peixes a nadar no ar durante a noite tivémos de os mudar de tanque. Felizmente no dia seguinte já estava tudo a funcionar como deve ser :)
E foi assim mais um dia, por sinal muito bem passado e muito divertido. Esta malta é fixe :P
Ainda não temos muitas novidades porque parece que está difícil de começarmos o trabalho a sério.
Trabalho de campo é assim mesmo, cheio de imprevisto, ainda para mais quando é a primeira vez que vamos para um sítio e não temos a certeza com o que contar, mas desta vez quando fizémos o cronograma já contámos com os imprevistos que poderiam aparecer e para todos os efeitos, ainda não saímos do nosso plano inicial :)
Como prometido no post anterior, aqui ficam algumas fotografias do nosso bungalow =D
Bem-vindos ao nosso bungalow
Todos os bungalows têm um nome, o nosso é o Totara
Let the tour begin!
Cozinha à direita, sala de estar à esquerda
Casa de banho, que é só uma, yey!
Só a sala de estar
O quarto da Méli e do Victor
As escadas dão para o nosso quarto
O nosso quarto =D
Vista do nosso quarto x)
Só a sala de estar
A varanda, que dá uma bela vista enquanto se come aqui
A bela vista
Este fica para a próxima ;) É o edificio principal, onde está a biblioteca e o nosso laboratório
Como podem ver estamos bastante bem servidos, acordar todos os dias com esta vista é coisa à qual nos podemos habituar hehehe
As fotografias dos laboratórios fica para um outro dia, e assim vêem as coisas com os aquários todos montados, lindos e maravilhos e cheios de peixinhos!